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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mistureba

Olá meus amores, tudo bom com vocês? Estou de bom humor! Tenho me sentido bem, estou de férias então aproveito o dia, faço serviços de casa, levo e busco o Nando na escolinha, tem sido bem legal, pena que não é todo dia assim, mas tá bom.

Sobre o post anterior, eu nunca fui de ouvir música. Passo diiiiias sem ouvir música e não ligo, não me faz falta. Mas ultimamente tenho gostado pq tem me animado bastante! Então fico viajando no you tube e vou de Roxette a Pato Fu!! Eu sou assim...logo postarei mais e mais canções favoritas que alegram a alma e o espírito.

Por falar em espírito, ando bem afastada de Deus, Jesus e afins. Tenho a minha fé..não é uma coisa que se diga 'nossa!! como ela tem fé!!' mas...um pouco eu posso dizer que tenho sim. Quando me afasto das leituras que edificam o espírito vou perdendo a fé...aos pouquinhos vou mesmo me questionando sobre tudo isso...Sei que os evangélicos dirão que é o 'inimigo', pode até ser mesmo.
Sinto admiração por certos evangélicos. Eles possuem uma fé inabalável invejável!! Penso 'Nossa, como ele tem tanta certeza disso??'. Parece que as coisas dão certo pra eles....que tudo conspira a favor...mas é tão improvável que Deus só haja na vida de quem está com Ele....seria tão...interesseiro!

Mudando de assunto, hoje comprei umas coisinhas pra mim, agora estou com o kit que eu considero completo. Tenho maquiagem, demaquilante, base para o rosto, protetor solar e um creme anti idade 25+. Só falta usar tudo isso rs.
Nunca fui uma pessoa muito vaidosa, porém tenho medo de chegar aos 35, 40 anos cheia de rugas e manchas por falta de cuidados com a pele, então me esforço (mas nem tanto rs) pra que isso não aconteça.

Outra coisa: acho que teremos problemas com a minha cachorra Dora. Há dias ela está esquisita...chorando e chorando...ela sempre foi chorona, manhosa, mas agora está demais...e pra piorar ela fez cocô mole e xixi deitada!! Isso nunca aconteceu, o xixi escapou e ela deitada!!! Acabamos de ver...fiquei preocupada...vou ligar pra veterinária, depois volto!!

Beijos, inté.







sábado, 30 de julho de 2011

Caridade moral

O que é mais fácil pra você: A caridade moral ou a material?

Um mendigo pede um prato de comida todos os dias, e você pode dar. Você dá? Isso te incomoda?

Uma pessoa carente confia em ti e desabafa. E todos os dias precisa conversar. E todos os dias, ela não precisa de um prato de comida, mas de uma conversa.


Aí, um dia, você deita no sofá, cansada. Começa a novela, e bate à porta o mendigo. Você levanta e dá-lhe um prato de comida?

Ou, um dia, você deita no sofá, cansada, começa a novela, e bate à porta aquela pessoa que precisa conversar. Você a convida pra entrar? Um, dois, três dias? Dz dias? Todo o mês? Sempre? Sempre estará disposta a ouvir?
Deixará de dormir, de assistir à novela, de lavar a louça, de estender a roupa, pra ouvir o desabafo dessa pessoa? Ou pensará que aquilo tudo não passa de uma frescura, de um vício e que essa pessoa te pegou pra 'Cristo'?

Você perderia cinco minutos do dia pra dar um prato de comida ao mendigo, mas não perderia vários minutos do dia pra ouvir um desconhecido ou até mesmo um amigo desabafando? Então, você é igual a mim.


IRMÃ ROSÁLIA
Paris, 1860

            9 – “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos. Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos. Não haveria ódios, nem ressentimentos. Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados! E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.
            Ricos! Pensai um pouco em tudo isso. Ajudai o mais possível aos infelizes; daí, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito: para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limitar de um mundo mais feliz.
            Se pudésseis saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!
            Amai, pois, ao vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que o desgraçado que repelis talvez seja um irmão, um pai, um amigo que afastais para longe. E então, qual não será o vosso desespero, ao reconhecê-lo depois no Mundo dos Espíritos!
            Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.
            A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.
            Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra. Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante; lembrai-vos de tudo o que vos tenho dito; é necessário lembrar, incessantemente, que o pobre repelido talvez seja um Espírito que vos foi caro, e que momentaneamente se encontra numa posição inferior à vossa. Reencontrei um dos pobres do vosso mundo a quem pude, por felicidade, beneficiar algumas vezes, e ao qual tenho agora de pedir, por minha vez.
            Recordai-vos de que Jesus disse que somos todos irmãos, e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus! Pensai naqueles que sofrem, e orai."

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os Tormentos Voluntários

O Evangelho Segundo o Espiritismo


VI - Os tormentos voluntários

23 – O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, dele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Ma ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes.  

Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.
          
  Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, pois os seus cuidados não têm compensação no céu.
             
Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é! Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para cima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?

[FÉNELON,
Lyon, 1860]